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7 de dezembro de 2014

Resenha: Garoto encontra Garoto - #Maratona 2


Livro: Garoto Encontra Garoto
Autor: David Levithan
Páginas: 240
Editora: Galera
Avaliação:



Sinopse: Nesta mais que uma comédia romântica, Paul estuda em uma escola nada convencional. Líderes de torcida andam de moto, a rainha do baile é uma quarterback drag-queen, e a aliança entre gays e héteros ajudou os garotos héteros a aprenderem a dançar. Paul conhece Noah, o cara dos seus sonhos, mas estraga tudo de forma espetacular. E agora precisa vencer alguns desafios antes de reconquistá-lo: ajudar seu melhor amigo a lidar com os pais ultrarreligiosos que desaprovam sua orientação sexual, lidar com o fato de a sua melhor amiga estar namorando o maior babaca da escola... E, enfim, acreditar no amor o bastante para recuperar Noah!


Resenha

O próprio nome do livro é auto explicativo, “garoto encontra garoto”, ou seja, fica bem claro que o livro terá uma temática homossexual, então se trata de um livro para leitores “mente aberta”. Não tive nenhum problema quanto à isso, pois além de se tratar da primeira obra de David Levithan, meu autor favorito, sou uma pessoa desprovida destes preconceitos.

Neste livro, conhecemos a história de nosso protagonista Paul, um adolescente gay, muito bem resolvido quanto à isso desde muito antes de saber o significado da palavra “gay”. Ele vive na “cidade dos sonhos”, onde as diferenças são vistas com certa naturalidade. Isto é evidenciado em sua própria escola, onde a rainha do baile é a transgênero “Infinite Darlene”, que também é capitã do time de futebol americano. Somos apresentads também aos melhores amigos de Paul: Joni, uma garota que após reatar diversas vezes um relacionamento se envolve com um babaca, e Tony, um adolescente homossexual que enfrenta problemas de aceitação em sua família ultrareligosa. E como o próprio nome do livro sugere, Paul encontra um garoto, Noah, por quem se apaixona. Aos poucos eles vão se conhecendo e engatam um relacionamento, porém o ex-namorado de Paul parece estar disposto à interferir. Paul acaba por fazer algo que estraga seu relacionamento com Noah, e a partir daí a história se desenvolve com o relacionamento de Paul com seus amigos e com a tentativa de encontrar seu garoto novamente.

Fui cativado imediatamente pelo protagonista, mas confesso que gostei mais do personagem Noah. O drama de Tony com seus pais religiosos é muito bem desenvolvido.  A maneira que o autor coordena os fatos e usa o elemento humor na medida certa contribui para que a leitura do livro seja fácil e prazerosa.

Levithan constrói sua narrativa sem utilizar de moralismos, consegue passar sua mensagem apenas apresentando-os os fatos da maneira que são, o que é muito bom. A escrita é fluída, como em todos os livros de Levithan que li até o momento, e a habilidade do autor em articular os acontecimentos contribui para que a história prenda o leitor. Certamente o romance do livro é clichê, e este era exatamente o objetivo de Levithan ao escrevê-lo, para mostrar que os homossexuais são pessoas iguais à qualquer outra;  posso dizer que fez um excelente trabalho em relação à isso. Enfim, trata-se de um livro espetacular e que tem aquela essência poética natural à David Levithan. Super recomendo!


Quotes favoritas:

"Uma das fraquezas de ser agradável é a incapacidade de lidar com momentos nada agradáveis" (pág 108)

"Parte de amar é deixar a pessoa ser quem ela quer ser" (pág 181)

"A sensação de uma pequena vitória é assim: parece uma pequena surpresa e um monte de alívio. Faz o passado parecer mais leve e o futuro parecer mais leve ainda, mesmo que por um momento. Parece a leveza vencendo. Parece uma possibilidade" (pág 187)

"Quando você existe por criação própria, ou seja, quando você se dedicou tanto a criar à si mesmo, às vezes é difícil deixar que as outras pessoas cheguem perto o bastante para ver as costuras, as falhas, as partes de você que ainda não estão prontas." (Pág 231)

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