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14 de dezembro de 2014

Resenha: Claros Sinais de Loucura - #Maratona 4


Livro: Claros Sinais de Loucura
Autora: Karen Harrington
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Avaliação:

Sinopse:  Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai, professor, tornou-se alcoólatra.
Fugindo da notoriedade do crime, ele e Sarah já se mudaram de diversas cidades, e a menina jamais se sentiu em casa em nenhuma delas. Com a chegada do verão em que completa doze anos, ela está cada vez mais apreensiva. Sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, já se acha grande demais para passar as férias na casa dos avós, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa pelo primeiro beijo de língua que ainda não aconteceu.
Mas a vida não pode ser só de preocupações, e, entre uma descoberta e outra, Sarah vai perceber que seu verão tem tudo para ser muito mais. Bem como seu futuro.


-Resenha-

Bom, para começar quero dizer que este é um daqueles livros que tendem a levar o leitor à reflexão.Uma história pura, contada por uma protagonista adorável e bem a frente de sua idade, que teve de aprender à lidar com as dificuldades desde cedo. Enfim, uma ótima leitura.


Sarah Nelson, uma garota que está prestes a completar doze anos. É normal que nessa idade as descobertas, questionamentos e medos comecem a se intensificar. Mas o maior medo de Sarah é ficar louca, o que é compreensível, uma vez que um acontecimento do passado a marca profundamente. Quando ela e o irmão gêmeo tinham apenas dois anos, sua mãe, Jane Nelson, tentou lhes matar afogando-os em uma pia. Chocante, não? Sarah conseguiu sobreviver, mas infelizmente seu irmão não teve a mesma sorte. Após este terrível “incidente”, Jane foi julgada e internada em uma instituição psiquiátrica. A partir de então Sarah começou a viver apenas com o pai. E como se a situação com a mãe não fosse o bastante, seu pai se torna alcóolatra, e a pobre Sarah se vê obrigada a crescer com uma mãe ausente e um pai que, quando não está bêbado, não lhe dá a devida atenção. Mas ainda tem mais, o caso “Jane Nelson” ficou famoso, então não houve maneira de Sarah escapar de seu passado durante seu crescimento, a mídia sempre estava lá para lembra-la. Devido à isso, ela e o pai viviam constantemente mudando de casa, uma vez que não suportavam ficar em um lugar quando as pessoas descobriam quem eles eram.
No verão de seu aniversário de doze anos, o que mais preocupa Sarah é a passagem para o 7ºano, quando eles devem fazer uma árvore genealógica e falar sobre sua família. Seria inevitável que todos descobrissem sua identidade. Mas Sarah tem planos para o verão, um deles é conseguir passar as férias em casa ao invés da casa dos avós; outro é dar seu primeiro beijo e assim cumprir o pacto que fez com sua amiga Lisa. A partir de então a história se desenvolve com este verão da vida de Sarah, suas descobertas e suas reflexões sobre a vida.

A querida protagonista Sarah Nelson me cativou desde o primeiro momento, sua evolução desde o começo da narrativa é perceptível. É impressionante sua maturidade para uma garota de 12 anos. Apaixonada por livros, seu preferido é o clássico “O Sol é para todos”, que ela ama a tal ponto de escrever cartas para um personagem dele. Uma garota cheia de peculiaridades, uma deles é que sua melhor amiga se chama Planta, e sim, é uma planta; com ela Sarah compartilha todos seus segredos e angústias.


A autora consegue retratar com enorme sensibilidade as dificuldades que a garota tem que enfrentar, que vão desde os típicos problemas de adolescente até seu relacionamento com o pai alcóolatra e a mãe louca. A narrativa é fluída, simples e muito fácil de ler, o que colabora para que esta possa ser uma leitura rápida. É possível retirar uma série de reflexões ao analisar os pensamentos, as dificuldades e as atitudes de Sarah Nelson. Enfim, é uma obra sensível sobre amadurecimento e superação. Recomendo muito este livro.

-Quotes Favoritas-

“Também sou um livro não lido. Estou esperando para saber o que acontecerá comigo.” (pág 86)

“É isso o que eu sou, uma cripta de segredos. Eles se agitam dentro do meu peito como pássaros engaiolados que querem fugir, mas tem medo de voar.” (pág 97)

“As vezes a gente descobre uma palavra nova e pensa: onde você esteve minha vida inteira?” (pág 166)

“Aqui está mais uma coisa que eu precisei aprender sozinha. Depois que algo muda na sua vida, é melhor esperar por mais mudanças. É como derrubar o primeiro dominó. As outras peças não podem fazer nada, só cair onde estão. Se você tiver sorte, não vai se importar com o jeito como elas caem.” (pág 246)


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