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30 de novembro de 2014

Resenha: Picta Mundi

Livro: Picta Mundi
Autora: Gleice Couto
Páginas: 284

Sinopse: "Já pensou se existisse um universo paralelo dentro de quadros, repleto de segredos, perigos e aventuras? Você o enfrentaria por quem ama? Letícia, sim." A vida da jovem Letícia virou de cabeça pra baixo após a morte de Raul, seu pai. Até mesmo o colégio onde estuda, o renomado Dippel – um reduto de jovens prodígios, perdeu a pouca graça que tinha. Mas as coisas começam a mudar quando descobre que o desaparecimento de Felipe, o aluno mais promissor do colégio, e a morte de Raul poderiam estar interligados. Daniel, irmão de Felipe, afirma que Raul pode estar vivo, mas, assim como seu irmão, preso em um mundo paralelo dentro de quadros, Picta Mundi. 
LEIA A SINOPSE COMPLETA >AQUI<



 Conheci a autora Gleice Couto pouco antes do início da pré-venda do livro, em seu Vlog Murmúrios Pessoais (que atualmente se chama Ultraviolet). Fui cativado desde o primeiro momento pela pessoa espontânea, engraçada e divertida que ela é, e desde então não perco sequer um vídeo de seu canal. Confesso que tenho um pouco de preconceito com livros nacionais, por isso estava apreensivo ao iniciar a leitura. Além disso, ao constatar que o livro era escrito em terceira pessoa fiquei um pouco decepcionado, uma vez que não sou grande fã deste tempo verbal (ressalto que isto é uma particularidade minha, nada que relacione à escrita da autora). Mas felizmente deixei de lado minha preocupação já nos primeiros capítulos do livro, ao perceber a habilidade da autora em narrar e descrever os acontecimentos de tal maneira que facilita a leitura. Um livro que, certamente, diminuiu meu preconceito em relação à literatura nacional.




O livro é narrado em terceira pessoa(como eu disse anteriormente) sob o ponto de vista de nossa protagonista, a Letícia, uma adolescente que nos é apresentada como uma pessoa rebelde, que não consegue se adaptar à sua escola e não tem amigos. Ela mora somente com a mãe, devido ao misterioso desaparecimento de seu pai. Em certa ocasião, ela se encontra na recepção da diretoria da escola, devido à certa coisa que ela aprontou em sala de aula, e é surpreendida quando Daniel, um garoto quieto que sofria na mão dos colegas, se dirige à ela alegando que tem algo importante para lhe dizer. Como a garota é uma pessoa de temperamento difícil ela se recusa à escutá-lo. Ao chegar em casa ela se depara com um diário um tanto peculiar acompanhado de um bilhete anônimo que pedia para que ela se dirigisse à um bar da região para obter respostas. Chegando ao local ela se depara com Daniel, que lhe afirma que o diário era mágico e que seu pai estava vivo junto com Felipe, irmão desaparecido de Daniel, em uma espécie de mundo paralelo dentro de quadros e que só ela podia ajuda-los. Como é de se esperar, Letícia se ofende com à menção ao pai e afirma que o garoto está louco. Porém, posteriormente, Letícia se dá conta de que a história era verdadeira e adentra o mundo dos quadros no intuito de resgatar seu pai. A situação por lá não está nada boa, devido ao tirano Donato, que queria dominar Picta Mundi à qualquer custo. A partir de então a história se desenvolve com a aventura de Letícia e Felipe na busca pelo pai da garota e pelos instrumentos mágicos necessários para que saíssem do mundo paralelo. E como não pode faltar, há uma dose de romance na história, mas, felizmente, nada muito meloso.

“Acho que se as pessoas soubessem fazer algo de útil
em suas vidas no mundo real, não precisariam
de um mundo paralelo. A vida comum pode ser
extraordinária”(pág 248)



Confesso que não fui cativado imediatamente pela protagonista, devido à seus atos no começo da história , além disso, no decorrer da história, ela se mostra uma pessoa um tanto precipitada e inconsequente. Apesar disso, aos poucos fui me adaptando à personagem, uma vez que ela me arrancou boas risadas e teve uma evolução perceptível no decorrer da narrativa. Achei o conflito da vida do personagem Daniel poderia ter sido um pouco mais desenvolvido, uma vez que sua situação de sofrimento na escola nos é apresentada de maneira um pouco superficial.

Parabenizo à autora pela sua enorme habilidade na construção da história e na excelente descrição de detalhes, o que permitiu-me imaginar com mais facilidade as situações vivenciadas pelas personagens. Me apaixonei pelo criativo mundo construído pela autora no universo dos quadros. O livro me agregou conhecimentos sobre a história do Brasil que eu não tinha, o jeito como as situações eram descritas não nem um pouco aquela coisa típica e chata das aulas de história, com certeza este foi um livro que me apresentou questões históricas de uma maneira divertida. Gostei muito do livro e recomendo-o para todos; neste livro de estreia, Gleice Couto certamente fez um excelente trabalho, o que aumentou ainda mais minha admiração por ela. Desejo todo o sucesso à autora e espero ansiosamente por sua próxima obra.


                         E o que dizer deste autógrafo? Que coisa linda s2



 
 
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Um comentário:

  1. Adorei a resenha! O livro parece ser muito bom, me interessou bastante.

    http://paperdream-s.blogspot.com.br/

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